Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

TDT, Lei da Rádio e concentração dos media na agenda do novo Governo

O desenvolvimento da Televisão Digital Terrestre, uma revisão da Lei da Rádio e a aprovação de regras sobre a concentração dos media são os principais temas de Comunicação Social definidos no programa do Governo.

 

De acordo com o documento, hoje aprovado e entregue no Parlamento, o Governo pretende concluir o processo de operacionalização da televisão digital terrestre (TDT), incluindo uma definição em relação ao agora suspenso concurso para o quinto canal de televisão em sinal aberto.

 

O Governo "dará sequência ao processo de adaptação do sector ao novo contexto tecnológico e empresarial, procedendo à conclusão do processo de operacionalização da TDT, definindo o modelo de desenvolvimento da plataforma de acesso livre com base numa oferta ampliada de serviços de programas e respeitando o prazo determinado para o switch-off [desligamento do sinal] analógico", refere o programa.

 

Além disso, o Governo compromete-se a atribuir a novos serviços de comunicação social o espectro radioeléctrico libertado pela digitalização das emissões de televisão.

 

O sector da rádio estará igualmente em foco, já que o Governo pretende avançar com uma revisão da Lei da Rádio com vista a "dinamizar e fortalecer o papel das rádios locais e de preparar a transição das emissões hertzianas terrestres para o ambiente digital"

 

Também a lei para a não concentração e pluralismo dos meios de comunicação social - aprovada este ano e vetada por duas vezes pelo Presidente da República - será novamente uma prioridade do Governo.

 

Em relação ao serviço público, o Governo socialista pretende rever o contrato de concessão "firmando a RDP como rádio de referência" e mantendo o cumprimento "do acordo de reestruturação financeira da RTP".

 

Também a relação contratual entre o Estado e a agência Lusa será mantida nos moldes actuais.

 

No quadro dos incentivos à comunicação social, o Governo quer centrar-se na promoção de “projectos que representem um efectivo acréscimo de valor social e cultural”, nomeadamente através da criação de meios comunitários - não comerciais e com finalidade predominantemente social - e de incentivos para que os media promovam hábitos de leitura.

 

O Governo pretende ainda concluir a transposição da directiva comunitária sobre os meios de comunicação social audiovisual, "no sentido de permitir o desenvolvimento de novos serviços de comunicação social" e flexibilizar "as regras sobre publicidade televisiva".

publicado por paradiselost às 00:06
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Crise, Sociedade de Informação e Poder Local

Esta crise global que o mundo vive é, provavelmente, a primeira grande crise da Sociedade da Informação.

 

Porquê? Porque o sistema financeiro, onde se iniciou a crise, tendo vindo a desenvolver os seus processos de negócio à escala global, na sua quase totalidade processos de informação, com base nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), as quais suportam e caracterizam a sociedade da informação.
 

A APDSI não se pode dissociar desta nova conjuntura que a sociedade enfrenta, e seus reflexos na relação entre administração local e sociedade da informação, organizando um seminário, que terá lugar no dia 30 de Outubro, às 09:00 horas, no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações, com o objectivo de investigar e debater como pode a administração local utilizar os meios da sociedade da informação como vector de dinânimca local para superação.

publicado por paradiselost às 11:10
link do post | comentar | favorito
Domingo, 18 de Outubro de 2009

Jornalista Sofia Pinto Coelho conta em livro as "Extraordinárias aventuras da Justiça Portuguesa"

As "Extraordinárias aventuras da Justiça portuguesa" é o título de um livro da jornalista Sofia Pinto Coelho que conta várias histórias insólitas que envolvem juízes, advogados, procuradores, arguidos e polícias.

 

Segundo a autora, a iniciativa partiu da editora Esfera dos Livros e bastou ir ao "baú" para encontrar muito material que não chegou a ser aproveitado nas reportagens televisivas.

 

"Tinha muito material que nunca deitei fora, muitas sobras de reportagem em que foi utilizado a parte noticiosa pura e dura e que não consegui explorar a parte mais humorística ou a moral da história", disse Sofia Pinto Coelho à agência Lusa, assumindo que gostava muito que o livro chegasse ao "público anónimo".

 

Segundo a autora, a complicação de uma série de exemplos e a análise de vários casos práticos "permite que se tirem lições que a teoria nunca consegue".

 

Apesar de serem histórias contadas de forma "leve e humorística", demonstram que existem muitas lacunas no aparelho judicial português, referiu.

 

Segundo a jornalista, o grande problema do aparelho judicial é o facto de "transmitir uma enorme insegurança às pessoas".

 

"Há uma enorme imponderabilidade da decisão que afasta as pessoas da Justiça. Na sala de audiências existe uma grande margem de manobra", sustentou.

 

Isso, em sua opinião, leva a que "as pessoas recorram cada vez mais a estruturas privatizadas: os pobres e as causas pequenas vão para os julgados de paz, os ricos recorrem aos tribunais arbitrais".

 

"As 50 maiores empresas do país têm causas nos tribunais arbitrais, que são peritos nomeados pelas partes para terem uma Justiça privativa, e não recorrem aos tribunais comuns", disse.

 

Para a jornalista, licenciada em Direito, o sistema judicial assemelha-se a um prédio que não tem gestão de condomínio e que no seu patamar cada condómino faz o que quer.

 

Algumas pessoas do "meio judiciário" já leram o livro e "ficaram muito espantadas e ao mesmo tempo deprimidas com o que leram", revelou a autora.

 

"Há um enorme afastamento da realidade por parte dos protagonistas que estão no sistema, porque lidam com papéis e não com pessoas", justificou.

 

No livro "Extraordinárias aventuras da Justiça portuguesa" relatam-se casos insólitos, como o Ministério Público de Lagos ter notificado "na qualidade de falecido" um homem que tinha morrido.

 

Outro caso foi um pedido do Tribunal de Aveiro para que um dos envolvidos, com paradeiro incerto, num processo fosse levantar um objecto apreendido nos autos. Tratava-se de "uma meia cinzenta escura de felpo com duas riscas no cano", sob pena de o objecto "ser declarado perdido a favor do Estado".

 

O livro "Extraordinárias aventuras da Justiça portuguesa" será apresentado no dia 02 de Novembro, no Tribunal de Santa Clara, em Lisboa, pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados António Pires de Lima.

 

Sofia Pinto Coelho começou a sua actividade de jornalista no semanário Expresso e actualmente trabalha na estação de televisão SIC, onde se especializou em temas jurídicos.

 

Já foi distinguida com o "Prémio Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares", atribuído pela Ordem dos Advogados, e com o "Prémio Especial do Júri" no Festival de Cinema de Cartagena das Índias, Colômbia, por uma reportagem.

publicado por paradiselost às 16:13
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Jornal brasileiro cria regras para os seus jornalistas no Twitter

O maior jornal impresso do Brasil, a Folha de São Paulo, enviou um comunicado a todos os seus jornalistas com as normas de conduta que devem seguir no Twitter e nos seus blogs pessoais.
 

 

A informação é adiantada por José Roberto de Toledo, jornalista brasileiro e director da PrimaPagina, grupo que produz conteúdo jornalístico para diversas entidades.

 

No seu blog, o jornalista explica que as regras criadas pelo diário brasileiro recomendam que os autores "não assumam posições em favor de um partido, candidato ou campanha".

 

Outra das medidas prende-se com a utilização do serviço de microblogging Twitter ou de blogs pessoais para dar "furos" jornalísticos, "nem antes nem depois do jornal ser distribuído".

 

"No máximo, os jornalistas podem fazer referência ao material exclusivo e publicar um link para a reportagem ou coluna original", acrescenta José Roberto de Toledo.

 

O comunicado enviado aos jornalistas e colunistas da Folha de São Paulo, também publicado no blog, justifica a regulação com o facto dos profissionais do jornal representarem o mesmo nessas plataformas sociais, devendo "sempre seguir os princípios do projecto editorial".

 

Já no que diz respeito à proibição de publicação de "furos" jornalísticos, esta deve-se, segundo o comunicado, ao facto de que estão "reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL".

publicado por paradiselost às 09:28
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Mais de mil casos de agressões a jornalistas em oito anos

O Colégio Nacional de Jornalistas revelou, sexta-feira, que entre o ano de 2000 e 2008, na Venezuela, ocorreram mais de mil casos de agressões a jornalistas.

 

O Colégio Nacional de Jornalistas é a instituição venezuelana responsável pela atribuição da carteira profissional no país.

 

"Contabilizamos, dentro da Comissão Nacional de Protecção de Jornalistas, mais de mil agressões à liberdade de expressão, desde o ano de 2000 até 2008. São números que estão documentadas e foram denunciados ante a comissão para a Liberdade de Expressão da OEA e da ONU", disse o seu presidente. 

 

William Echeverría falava á Agência Lusa à margem de uma marcha de centenas de jornalistas até à Procuradoria Geral da República, onde entregaram um documento condenando um ataque, quinta-feira, de simpatizantes do presidente Hugo Chávez, a três dezenas de profissionais da Cadena Capriles, que fez 12 feridos, oito deles com gravidade. 

 

A Cadena Capriles, é uma empresa venezuelana detentora do Últimas Notícias, o jornal de maior tiragem no país, muitas vezes acusada pela oposição de simpatizar com o regime do presidente Hugo Chávez. É também proprietária dos jornais El Mundo e Líder, a revista dominical e do portal digital cadenaglobal.com. 

  

"O Colégio da Venezuela declara-se em completa mobilização em todo o país para sair às ruas a protestar", disse. 

 

 
publicado por paradiselost às 09:55
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

ERC divulga Relatório de Regulação de 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ERC tornou público o Relatório de Regulação e o Relatório de Actividade e Contas relativo ao ano de 2008, depois de os ter enviado ao presidente da Assembleia da República, e ao Presidente e Deputados da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

A elaboração e divulgação destes documentos estão previstas no art. 24.º, n.º 2, al. d), dos Estatutos da ERC, que determinam que compete ao Conselho Regulador, no exercício das suas funções de definição e condução de actividades da ERC, "[e]laborar anualmente um relatório sobre a situação das actividades de comunicação social e sobre a sua actividade de regulação e supervisão e proceder à sua divulgação pública".

O relatório, que será editado em papel (quatro volumes) e em versão digital, mas está já disponível no site da ERC, compreende, na primeira parte, além dos números mais significativos sobre a actividade da ERC em 2008, a análise económica do sector, dos grupos económicos de media, do mercado publicitário e do impacto no meio televisão dos serviços de programas de acesso não condicionado com assinatura ou de acesso condicionado e da produção externa na programação televisiva.

 

É ainda de realçar a análise dos consumos e do perfil sociográfico dos públicos, e os dados sobre direito de resposta e de rectificação.

No capítulo sobre a televisão, o relatório debruça-se sobre a defesa da língua portuguesa, produção europeia e produção independente, cumprimento dos horários da programação, inserção de publicidade na televisão, novos serviços de programas televisivos, pluralismo e diversidade na informação e nos programas dos serviços de programas RTP, SIC e TVI.

No que respeita à rádio, o relatório contempla dados sobre cumprimento das quotas de música portuguesa, renovação dos títulos habilitadores para o exercício da actividade de radiodifusão sonora, actividade de fiscalização no ano de 2008, análise da informação diária dos serviços de programas generalistas de âmbito nacional RDP, Rádio Renascença e Rádio Comercial.

No sector da imprensa são analisados os títulos de capitais maioritariamente públicos, Diário do Alentejo e Jornal da Madeira.

O Relatório de Regulação 2008, apresenta, também, dados sobre publicação de sondagens.

O trabalho da ERC abarcou, ao longo do ano, diversas acções em todas as áreas da regulação que estão legalmente atribuídas à Entidade.

 

Em 2008, verificou-se um aumento muito significativo do número de deliberações aprovadas pelo Conselho Regulador, destacando-se as relativas a licenças de serviços radiofónicos e televisivos, publicidade, pedidos de parecer e direito de resposta.

São os seguintes os números mais expressivos sobre a actividade da ERC em 2008: 57 Reuniões do Conselho Regulador (53 reuniões em 2007); 342 Deliberações (mais 75,38% que em 2007); duas audições parlamentares do Conselho Regulador; duas reuniões do Conselho Consultivo; 31 Processos contra-ordenacionais; 10 Impugnações judiciais de taxas da ERC; dois Acórdãos do Tribunal Constitucional sobre as taxas (Acórdão n.º 613/2008; Acórdão n.º 365/2008); 926.509,50 euros de montante cobrado líquido referente à taxa de regulação e supervisão; 82.183,70 euros investidos em sistemas de informação; 8683 entradas (mais 21,75% que em 2007); 60 colaboradores (número total em 2008); 127.689,50 euros investidos em estudos/investigação realizados por entidades externas (universidades e outras entidades especializadas); 11.500,00 euros atribuídos para apoio a conferências e colóquios; quatro livros publicados.
 

 

 

publicado por paradiselost às 15:54
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Partido MMS arranca hoje com webtv

 

O partido político MMS - Movimento Mérito e Sociedade vai lançar hoje às 18h uma webtv.

 

O canal, o primeiro de um partido político, assegura ao M&P Elsa Veloso, candidata às eleições europeias pelo MMS, vai usar a rede da NewBox TV.


O canal reúne, entre outros conteúdos, os tempos de antenas para as eleições europeias do partido que tem como cabeça de lista Carlos Gomes, director-geral da Fiat para Portugal, Espanha e França, as eleições Europeias, dando a conhecer “as propostas deste partido que se propõe Mudar Portugal tornando-o um Portugal Maior”, refere Elsa Veloso.

 

O canal manter-se-à em funcionamento até às eleições legislativas.

 

publicado por paradiselost às 09:29
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Prémio Europeu para Jovens Jornalistas 2009

Até 31 de Maio estão abertas as inscrições para o Prémio Europeu de Jovens Jornalistas 2009, uma iniciativa da Direcção-Geral para o Alargamento da Comissão Europeia, em cooperação com a European Youth Press Association e a Café Babel, dirigida a aspirantes a jornalistas e jovens profissionais de toda a Europa, com idades entre os 17 e os 35 anos.
São aceites participações de cidadãos de um estado-membro da UE ou de um país candidato, ou candidato potencial, à União, sendo que nesta segunda edição o prémio foi alargado a um novo suporte – a rádio – que se junta à imprensa e aos meios online.

As candidaturas devem versar sobre o alargamento da UE e/ou a visão futura da Europa, sugerindo a organização que se ancorem em temas como os 20 anos da queda do Muro de Berlim, qual o impacto da integração de novos estados-membros na UE, porque é crucial a perspectiva europeia para os Balcãs Ocidentais e Turquia, que procuram a adesão, ou o que significa para um cidadão, ou para um país, pertencer à UE.

Para participarem, os candidatos devem aceder ao sítio oficial do prémio – http://www.eujournalist-award.eu – onde constam informações acerca da política de alargamento da UE, dicas sobre o desenvolvimento de uma carreira no jornalismo e um blogue interactivo.

Os vencedores verão as suas peças de rádio e artigos publicados no sítio da competição e, no caso dos escritos, inseridos também numa brochura. Em finais de Agosto, início de Setembro, os 35 vencedores nacionais do Prémio Europeu para Jovens Jornalistas 2009 farão uma viagem histórica e cultural a Berlim, cidade onde vão conhecer representantes da UE, políticos, embaixadores e jornalistas profissionais.

publicado por paradiselost às 17:25
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. TDT, Lei da Rádio e conce...

. Crise, Sociedade de Infor...

. Jornalista Sofia Pinto Co...

. Jornal brasileiro cria re...

. Mais de mil casos de agre...

. ERC divulga Relatório de ...

. Partido MMS arranca hoje ...

. Prémio Europeu para Joven...

.arquivos

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Fevereiro 2009

blogs SAPO

.subscrever feeds